Por que a China?
Seja com profissionais das áreas de Defesa, Segurança ou do segmento corporativo, uma pergunta sempre surgiu com frequência:
Por que a China?
A resposta é simples.
Assim como o Japão é amplamente reconhecido por suas contribuições à gestão da qualidade, a Alemanha pela excelência em engenharia e Israel pela inovação em segurança e tecnologia, a China desenvolveu, durante milhares de anos e ao longo de muitas guerras, uma sofisticada cultura voltada à compreensão da realidade a partir de suas transformações, das relações humanas e das circunstâncias presentes. Em vez de considerar a mudança apenas como ruptura, ela também pode ser compreendida como parte natural da dinâmica das situações.
Foi nesse contexto que nasceu o sistema marcial chinês Ving Tsun, não de maneira restrita a questões ligadas ao combate na dimensão física, mas como uma forma de aprimorar a percepção, a antecipação e a capacidade de adaptação.
O antropólogo francês François Laplantine defendia que o contato com culturas muito diferentes da nossa provoca certo estranhamento, mas é precisamente por isso que amplia nossa capacidade de perceber aspectos da nossa própria cultura que, por serem tão familiares, passam normalmente despercebidos. É justamente nessa perspectiva que a tradição marcial chinesa é utilizada.
Esse olhar oferece uma nova chave de leitura para explorar conhecimentos e experiências já existentes, tanto no campo técnico quanto no comportamental.
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